segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Miudinho

Só, só, sozinho...

Mais triste que passarinho sozinho no ninho.

Amiúde miudinho.

Toquinho.

Coração piquininiinho...

Sonho sonhado sozinho.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Hoje em dia...


Hoje em dia não se respeita mais aos idosos como antigamente.
Hoje em dia não se respeita mais aos pais como antigamente.
Hoje em dia não se respeita mais aos professores como antigamente.
Hoje em dia não se respeita mais à natureza como antigamente.
Hoje em dia é que existem gays.
Hoje em dia as coisas estão todas de qualquer jeito.
Hoje em dia há muitos assassinatos.
Hoje em dia está cheio de crimes de ódio, cheios de idéias de segregação por credo por raça, por orientação sexual, por corte de cabelo...

Só hoje em dia????

Quem nunca proferiu uma destas ou semelhante frase como que com propriedade de que as dificuldades supra-citadas são coisas exclusivas da geração atual?

Mas não são.

Respeito e falta dele, educação e falta dela, amor e ódio, violência e pacificidade, ganância e altruísmo, paciência e intolerância são características humanas e existem desde que a humanidade existe, a única e exclusiva razão de se crer que que há mais de cada um delas, hoje em dia, é que hoje em dia há muito mais seres humanos vivendo sobre o planeta e portanto mais próximos.

Reconhecer é primeiro passo para a mudança e a mudança deve vir de cada um de nós, indivíduos, pois se, hoje em dia, as coisas estão mais difíceis, somos nós, que vivemos hoje em dia que temos que mudá-las.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Estou precisando de....


Sempre me pego, e aos meus iguais, desejando coisas imprescindíveis a minha vida neste planeta, como as pulserinhas de strass da moda, um sapato da nova coleção de minha marca favorita, uma nova calça legging... entre tantas outras coisas materiais. 

Nestas necessidades vitais cabem também um corpo mais magro e sarado, um humor mais perspicaz, um cabelo mais bem cortado, uma pele mais uniforme, unhas na cor da moda entre tantas coisas diferentes de minha aparência e personalidade.

A verdade, e estou certa que não preciso dizer porque você também sabe (mas vale pela reflexão conjunta!) é que não precisamos de NADA disso. Nada disso é imprescindível, nada disso é primordial e nada disso vai nos fazer mais felizes.

Precisamos uns dos outros, de relações mais verdadeiras e melhores. Precisamos aceitar ao outro como queremos ser aceitos e portanto amá-los como queremos ser amados. 

Creio que a maior vantagem de épocas como o Natal é a possibilidade de pensarmos, refletirmos sobre o que realmente nos é essencial em nossa curta existência nesse planetinha azul e sem dúvida, meus amigos, meus colegas de trabalho, minha família, meu amor, o tio da portaria, as atendentes do shopping, o frentista do posto etc etc etc me são muito mais importantes e essenciais do que meus desejos urgentes e ardentes de ter e parecer o que não tenho e não sou!

Que em 2012 possamos estar mais próximos de nosso próximo e sermos bons uns com os outros!

Obrigada por lerem!





domingo, 6 de novembro de 2011

Banheiro (em) público

Um misto de dor, de nojo, de revolta e de pura piedade passou por meu ser neste fim de semana.

Primeiramente, no sábado, fui surpreendida por uma moça dormindo no chão atrás dos muros da cava do bosque em plena luz do dia. Não obstante meu interesse no que leva uma pessoa a deitar-se para dormir na calçada, cada um dorme onde quer, no entanto, uma pulguinha continuou a incomodar-me por detrás de minha orelha sobre quais os motivos que levam a tomar a decisão dormir de dia, na rua.

Logo pela noite, voltando para casa com meu amado pela madrugada, vislumbrei um porcão a fazer xixi em uma árvore perto de minha casa. Sempre me surpreendo virando o rosto quando me deparo com cena infelizmente comum em nosso país, mas seria realmente eu que deveria ter vergonha??? Por que será que somos tão incivilizados a ponto de acreditarmos que a rua é mais nossa do dos outros cidadãos para simplesmente sacarmos nossa pistola e mandarmos ver em nossas cidades, bairros, ruas, árvores e muros??? Eu sinceramente não devia sentir vergonha, mas sinto: vergonha alheia, vergonha por ser um ser de corpo e mente igual ao do outro que transpõe espaços e regras para mim intransponíveis.

Mas ainda tem pior, se é que é possível. No dia seguinte, ao passar novamente pelos muros da cava, verifico que a caminha feita de tecidos e papéis está lá, mas a moça não. Minha surpresa e indignação se dá ao ver uma outra moça, de corpo muito mais avantajado, logo ao lado da caminha, de cócoras, como que a ponto de parir um filho, mas parindo algo bem mais fétido que vocês certamente já imaginam o quê!
Sim, é isso mesmo! 
Na frente dos lares, detrás do bosque, ao lado da caminha da colega de pouca sorte ou muita imaginação, a moçoila transformou nossas ruas em banheiro público, sem dó, nem piedade e sem um pingo de vergonha à luz do dia!

O quão longe estamos do início de nossa civilização?
Qual a diferença entre Ribeirão Preto de hoje e da Paris medieval?

Não sei.... não sei.... nem tenho palavras, tenho vergonha.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Não, você não pode falar o quer quer! Ou será que pode?


Acerca de toda polêmica em torno do apresentador e comediante Rafinha Bastos em razão de seu comentário sobre a cantora Wanessa Camargo http://www.youtube.com/watch?v=_iRScEQU9p0, meu senso filosófico vem refletir sobre o que podemos ou não podemos falar.

Inicio discutindo sobre a premissa do devemos ou não, pois poder, é certo que podemos, nos foi dado o direito e tudo que não sai pela boca, fica na cabeça, oficina de coisas que nem o pobre do diabo poderia supor!

Rafinha respondeu que "faz piadas de mal gosto sim, pois é livre e a constituição lhe deu esse direito", ainda, segundo ele, "cabe à cada cidadão concordar ou discordar de suas opiniões" dentro também da liberdade que nos "é oferecida", aí não mais obrigatoriamente pelo estado, mas pelos conceitos que desde muito cedo são formadores de nosso caráter vindos de nossos pais e de todo ambiente externo que nos circunda.

Liberdade temos, raciocínio temos, mas diante de tantas possibilidades, o que fazer com eles?

Devemos sair despejando nossas opiniões, conceitos, piadas (...Sim, minha amiga, contar piada exige profundas técnicas. Poucos têm o dom. Poucos percebem o tom certo. O momento exato, o local adequado para a piada. O bom contador de piadas é um artista. Fico fã, fascinado... http://www.marioprataonline.com.br/obra/cronicas/os_contadores_de_piada.htm) sobre tudo e todos? E o direito do outro de não querer saber ou ouvir que não é assegurado pelo estado e sim por seus ouvidos e pela sorte (ou azar) de estar no lugar errado na hora errada (ou no canal errado no programa errado)?

Minha medida sempre foi a de não ultrapassar a medida alheia e acho que mais do que tudo, isso caracteriza a boa educação.

Será que a questão então é essa, educação?

Bem, senhores, falemos ou não falemos o que queremos a verdade é que na mesma medida em que somos livres para tal, somos responsáveis pelo que proferimos. Pode não parecer muito, mas no caso de nosso amigo Rafinha, seu ímpeto foi "castigado" com sua suspensão na emissora e agora por seu pedido de demissão da mesma.

Rafinha, dantes por cima da carne seca vai ter que se contentar em comer por enquanto carne não *kosher e putrefeita! (cale te boca, garota!!!)


*Produtos Kosher ou alimentos kosher, são todos aqueles que obedecem à lei judaica.A carne bovina judaica passa por um processo de retirada do sangue onde as peças (quartos dianteiros) são imergidas em água gelada e depois ela é salgada com sal grosso e após isso e imergida novamente em água gelada para retirar totalmente o excesso e sangue.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Esmaltes coloridos


Sou facilmente hipnotizada por cores. Amo o preto, amo o branco, mas qualquer cor mais vibrante me ganha muito mais facilmente.

No entanto sempre fui uma garota tímida. Tímida e insegura comigo mesma.

O que uma coisa tem a ver com a outra?

Me lembro de ter uns cinco anos e estar na beira de uma piscina no Iate clube de Itanhaém (não, eu não tenho um iate!), olhar para meus pés e pensar, putz, meu pé é muito feio, e pensar em escondê-lo, em um clube, por achar que todo mundo lá estava reparando no pé que eu achava feio.
Daí por diante sismei e pronto a ponto, de na adolescência, não usar de maneira alguma sandálias. Eu havia encafifado que jamais sujeitaria as pessoas a olhar para meus pés horrendos e que portanto NUNCA iria usar sandálias na minha vida.
Depois dos vinte anos comecei bem aos poucos a deixar meus dedos do pé de fora, mas foi quando conheci meu amado namorado que passeii a olhar para meus pés, e posso dizer que para mim mesma, de uma forma diferente.
Quando comecei a fazer as unhas não podia nem pensar em passar esmaltes coloridos, porque a insegurança era tanta que tinha medo de chamar atenção para o que comprovadamente só eu acreditava ser feio.

Ahhh, mas o bom da vida é que a gente pode mudar e as cores, que se misturam e mudam, formando novas cores ou voltando a ser primárias, me ajudaram a mudar. Como poderia eu viver uma vida inteiramente "*renda"????

Não pude!

Nessa fase abençoada de esmaltes coloridos, fui aos poucos experimentando cada uma dessas cores vivas que me inebriam. Comecei com os vermelhos, depois pinkes opacos, vibrantes, gritantes de todos os tipos e daí vieram os alaranjados, verdes, azuis e até os darks, e o ponto máximo de minha evolução foi quando me permiti o 'impermicível'... contra todas e todos os meus pensamentos de baixo-estima e insegurança mandei um colorido nos pés!!!!!!

Amo as cores, as cores me inebriam...

Esta semana recebi uma cartinha de uma aluna minha de oito anos que dizia: Teacher, você é melhor professora do mundo. Você é legal, muito engraçada, um pouco brava e muito muito colorida, adoro aprender English com você".

Eu sou colorida, cara!!! Quer elogio maior?????

Cabem ainda algumas reflexões: 1 - "prefiro ser uma metamorfose ambulante" do que não me dar a chance, nesta vida que pode ser única, de experimentar. 2 - Já diria mamã, quem não gostar que não olhe!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ponto de vista: ponto cego

Dia!

Tá enxergando bem hoje ou está cego por seu ponto de vista? Porque o ponto de vista, aquele pelo qual lutamos por e defendemos com unhas e dentes é certo que é cego!

É exatamente como quando olhamos para aquele exato ponto no espelho retrovisor do carro e não enxergamos um outro veículo vindo e é por uma fração de segundos que não provocamos um belo de um acidente.

As diversas situações as quais somos expostos em nossas vidas são exatamente desta forma, com a diferença de que realmente chegamos a bater, e de frente, com nossos próximos para que tenhamos razão e nosso ponto de vista "prevaleça".

Quanto vale a pena?

Refletir, repensar, colocar-se no lugar do outro é deveras importante e talvez como diria Raul, ser uma "metamorfose ambulante", no final, seja uma solução menos dolorosa... mas.... realmente não sei....
Estou cega por meu ponto de vista!!!!!!!!!!